Sobre o gênero

EUCALYPTUS

Embora os usos do Eucalyptus nos remeta, inicialmente, a lenha, celulose e carvão, algumas espécies do gênero possuem grande potencial para usos mais nobres, em especial madeiras de qualidade e decorativas – visite Galeria de Imagens.     

O gênero Eucalyptus pertence à família Myrtaceae (Rizzini, 1981), compreendendo 70 gêneros e 3000 espécies de arbustos e árvores.

O eucalipto (Eucalyptus spp) ocorre naturalmente na Austrália, Indonésia e ilhas próximas, tais como Flores, Alor e Wetar. O gênero Eucalyptus pertence à família das Myrtác eas, com cerca de 600 espécies e sub-espécies, e apresenta uma ampla plasticidade e dispersão mundial, crescendo satisfatoriamente em diferentes situações edafoclimáticas, extrapolando àquelas das regiões de origem. Menos de 1 % dessas 600 espécies têm sido usadas com propósitos industriais. Assim, o uso do eucalipto na indústria mundial é baseado em duas espécies, principalmente: E. globulus, E. grandis e seus híbridos com E. urophylla (Cotterill & Brolin, 1997) E. viminalis e E. dunnii, predominam na região sul.

O Gênero Eucalyptus com mais de 500 espécies é o mais plantado no mundo. Em torno de 90 países usam este gênero em plantios comerciais, destacando-se entre os mesmos a Índia, África do Sul, China, Itália, Israel, Argentina, Chile, países Árabes e Brasil. No Brasil a primeira introdução data de 1868. Porém, só a partir do início deste século é que foi introduzido um significativo número de espécies deste gênero (Andrade 1961).

Madeira – madeira dessas espécies é na maioria das vezes dura, pesada, resistente, com textura fina e baixa estabilidade dimensional (Record e Hess, 1949).

Crescimento – O gênero Eucalyptus é representado por árvores com alta taxa de crescimento, plasticidade, forma retilínea do fuste, desrama natural e madeira com variações nas propriedades tecnológicas, adaptadas às mais variadas condições de uso.

O eucalipto é cultivado para os mais diversos fins, tais como, papel, celulose, lenha, carvão, aglomerado, serraria, óleos para indústrias farmacêuticas, mel, ornamentação e quebra-vento, entre outros.

O grande interesse em se plantar eucalipto decorre dos seguintes atributos inerentes a este gênero:

Rápido crescimento. A espécie atinge idade de corte entre 5 e 7 anos após o plantio, superando todas as espécies madeireiras até então conhecidas.

Baixa exigência nutricional. A espécie apresenta bom desempenho mesmo em solos de baixa fertilidade.

Baixo nível de competição entre plantas. A espécie apresenta bom crescimento mesmo em espaçamentos reduzidos, suportando até uma lotação de 3000 plantas/ha, embora o mais utilizado seja o espaçamento de 3×2 metros (1666 plantas/ha).

Baixa incidência de pragas e doenças. Os danos graves às plantações de eucalipto se devem quase que exclusivamente aos provocados pelo ataque de formigas cortadeiras e cupins, os quais devem ser sistematicamente controlados.

Forma do tronco. De modo geral, as árvores de eucalipto tendem a apresentar troncos retos e de grandes dimensões em altura, o que permite o aproveitamento da madeira para diferentes propósitos.

Alta densidade básica da madeira. A densidade da madeira do eucalipto situa-se em torno de 0.5 g/cm3 para Eucalyptus grandis Hill ex. Maiden e Eucalyptus urophylla  S. T. Blake e 0.6 g/cm3 para Eucalyptus cloeziana F. Muell. e Corymbia citriodora Hook.

Alta qualidade da madeira para uso como lenha e carvão. A madeira seca tende a fornecer cerca de 4500 Kcal/Kg.

Alta capacidade de rebrota. Após o corte, espécies como Eucalyptus camaldulensis Dehnh. e E. urophylla tendem a apresentar taxas de rebrota ao redor de 100%, o que permite um novo ciclo de crescimento das plantas.